LÊGO & DAVINOVICH OU O RECIFE A QUATRO MÃOS Usando os seus apelidos de criança, e tal como no brinquedo de montar Lego, Elizabeth Hazin e Davino Sena vão aos poucos construindo com palavras um belo poema em que rememoram e traduzem com rara beleza e lirismo imagens de uma infância em comum no Recife. Infância de casas, avós, barcos, rios, odores, vozes e silêncios, sol e solidão; de lembranças reais ou imaginárias, de experiências e relatos compartilhados ou não, que se dizem, desdizem mas se completam e acabam formando um retrato, um memorial, emocional/afetivo, universal; lúcido, triste, doloroso mas também alegre e até divertido de um Recife, de uma infância que podia ser de cada um de nós, em qualquer lugar. Meio Drummond, meio Caymmi, Elizabeth e Davino, como dois grandes poetas que são, conseguiram, em Lêgo & Davinovich, fazer um retrato perfeito da infância, captar com maestria a inexplicável e inerente nostalgia que todos sentimos ao relembrá-la. Rio de Janeiro, 2007 |